Remineralizadores são rochas ou outros materiais de origem mineral que, após passarem por processos mecânicos de moagem, são aplicados ao solo para melhorar sua fertilidade. Eles atuam fornecendo macro e micronutrientes essenciais para as plantas e promovendo o aprimoramento das características físicas, químicas e biológicas do solo.
Por se tratar de um insumo relativamente novo, ressaltamos que ainda é necessária a elaboração de diversas pesquisas, testes e metodologias diferentes para avaliar os benefícios destes produtos e como eles ocorrem.
Aumentam a capacidade de troca catiônica (CTC) do solo, fornecendo diversos macro e micronutrientes, como silício, que fortalecem as plantas contra estresses. Além disso, promovem o rejuvenescimento do solo, elevam o pH de forma gradual, e aprimoram a retenção de água e a atividade biológica.
Seu uso também contribui para a eficiência de outros fertilizantes, a recuperação de áreas degradadas e, potencialmente, o sequestro de carbono. Por liberarem nutrientes lentamente, reduzem o desperdício de fertilizantes e o risco de contaminação de aquíferos. Esses materiais também impactam positivamente as plantas, aumentando sua resistência e estimulando o sistema radicular, e podem melhorar o valor nutricional dos alimentos colhidos.
Eles garantem o fornecimento gradual de nutrientes, acompanhando o ciclo de vida da planta. O alto teor de silício em rochas silicáticas aumenta a resistência da planta a pragas, doenças, seca e condições climáticas adversas (geadas, ventos), pois fortalece as paredes celulares e reduz a transpiração.
Além disso, estimulam o desenvolvimento do sistema radicular, incentivando a planta a buscar nutrientes no solo e favorecendo a associação com microrganismos benéficos. Por fim, o uso de remineralizadores pode contribuir para o sequestro de carbono e melhorar o valor nutricional dos alimentos colhidos.
Um dos maiores debates sobre os remineralizadores é seu potencial para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos. Estudos mostram uma redução significativa de minerais em alimentos entre 1940 e 2002, levando à preocupação com a "fome oculta".
Pesquisadores sugerem que a longevidade de certos povos está ligada ao consumo de alimentos cultivados em solos ricos em minerais, como os fornecidos pelos remineralizadores. Uma pesquisa da UNIDAVI (2014) demonstrou que o uso de pó de ardósia aumentou drasticamente os níveis de cálcio, magnésio, potássio e zinco em cebolas, evidenciando o potencial dos remineralizadores para enriquecer a nossa alimentação.
Estudos no Brasil demonstraram que os remineralizadores de solo aumentam significativamente a produtividade do café, com ganhos de até 20 sacas/hectare dependendo da aplicação. Eles também melhoram a disponibilidade de fósforo no solo a longo prazo, superando fertilizantes convencionais, e elevam a qualidade dos frutos. Economicamente, o uso de remineralizadores pode gerar economia considerável (mais de R$ 1.000/hectare) ao substituir fertilizantes tradicionais, além de impulsionar a produtividade.
Um experimento conduzido em Unaí (MG) avaliou o enriquecimento do solo em lavoura de soja com a aplicação do remineralizadores. A adubação de semeadura foi de 110 kg/ha de P2O5 e 90 kg/ha de K2O. A aplicação do produto aumentou os teores de K, P e Ca no solo, o que resultou em aumentos na produtividade da soja de 3,31 sc/ha.
Em estudos realizados em Uberlândia, Minas Gerais, a aplicação de remineralizadores na cultura da cana-de-açúcar demonstrou um notável aumento nos níveis de fósforo e enxofre no solo, além de elevar os teores de silício e potássio foliar, micronutrientes essenciais para a defesa da planta e que têm sua solubilização potencializada pela vinhaça. Um teste comparativo também revelou que o uso de remineralizadores comerciais pode aumentar o Açúcar Total Retido (ATR) em até 1,3 kg/t e a produtividade em colmos em quase 7 toneladas por hectare, quando comparado a fosfatos reativos, destacando o potencial desses materiais para otimizar a produção de cana-de-açúcar.
Foram realizados estudos em casa de vegetação comparando a adubação entre superfosfato triplo e remineralizador, resultando em um aumento de produtividade de massa seca no segundo corte de Braquiária, com a mesma dose de fósforo aplicada no solo. O índice de eficiência agronômica do remineralizador foi muito maior do que do SFT no 2º cultivo.
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Orquídeas e Samambaias (Alta Sensibilidade) |
Dosagem: Máx. 20g por planta; Frequência: A cada 6 meses. Aplicação: Sempre incorporado ao substrato, nunca sobre folhas. Recomendação: Fazer aplicação indireta, misturando ao substrato antes do plantio, revolvendo superficialmente ou diluindo em água. Atenção: Evitar aplicação em épocas muito secas e sob sol forte. |
| Árvores e frutíferas (Grande, Médio e Pequeno Porte) |
Dosagem: 3 a 6 kg por árvore adulta, distribuído na projeção da
copa. Frequência: Anual, preferencialmente no início da estação chuvosa. Método: Incorporado superficialmente ao solo (5-10 cm) ou misturado com composto orgânico. Para mudas: 200-500g na cova de plantio. Observação: A combinação com matéria orgânica aumenta a eficácia. |
| Hortaliças e Legumes (Incluindo Cenoura) |
Dosagem: 100 a 200g/m². Frequência: A cada ciclo de cultivo. Aplicação: Incorporado ao canteiro antes do plantio. Risco: Em cenoura e folhosas sensíveis, o excesso pode gerar crescimento reduzido e queimaduras. |
| Gramíneas (Pastagens, Forragens, Grama) |
Dosagem: 300 a 500g/m² (3-5t/ha).
Frequência: A cada 2 anos. Aplicação: A lanço, seguido de leve incorporação ou irrigação. Observação: Beneficia retenção de umidade e desenvolvimento radicular. |
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